A altura média das igrejas e templos religiosos no Brasil varia significativamente dependendo do estilo arquitetônico, da região e da época de construção. No entanto, podemos estabelecer uma faixa geral com base em características comuns:
- Igrejas Históricas e Coloniais: Muitas igrejas construídas no período colonial, especialmente no estilo barroco, possuem torres que variam entre 10 e 20 metros de altura. Exemplos incluem igrejas como a de São Francisco de Assis em Ouro Preto (MG) e a Catedral Basílica de Salvador (BA).
- Catedrais e Igrejas Grandes: Catedrais e igrejas de grande porte, como a Catedral Metropolitana de São Paulo ou a Catedral de Brasília, podem atingir alturas entre 30 e 70 metros, considerando suas torres e cúpulas.
- Igrejas Contemporâneas: Igrejas modernas, especialmente aquelas construídas nas últimas décadas, tendem a ser mais modestas em altura, variando entre 8 e 15 metros, com exceção de algumas megachurches, que podem superar os 20 metros.
- Capelas e Igrejas Rurais: Em áreas rurais ou comunidades menores, as capelas e igrejas costumam ser mais simples, com alturas médias entre 6 e 10 metros.
A altura das igrejas é um fator crítico para a instalação da Proteção contra Descargas Atmosféricas (PDA), pois estruturas mais altas têm maior probabilidade de serem atingidas por raios. No Brasil, a instalação do PDA é regulamentada principalmente pela NBR 5419:2015, da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que estabelece os requisitos para proteção de estruturas contra descargas atmosféricas, além das normas do Corpo de Bombeiros de cada região, que podem exigir projetos e laudos específicos para garantir a segurança do local.
Segundo a NBR 5419:2015, edificações com mais de 25 metros de altura exigem um nível de proteção mais rigoroso, incluindo a instalação de captores, condutores e aterramento adequados. Igrejas com torres altas, como muitas catedrais, devem receber atenção especial devido ao risco aumentado de descargas atmosféricas.
O estudo prévio do Gerenciamento de Riscos da Parte 2 da NBR 5419:2015 no qual tem a finalidade de avaliar por meio de parâmetros a complexidade de cada estrutura e a necessidade ou não de proteção contra raios, e em caso de necessidade estabelecer prescrições para o projeto de PDA. Em igrejas, que frequentemente possuem estruturas altas, como torres e campanários, a instalação de um SPDA eficiente é ainda mais crítica. O projeto deve ser elaborado por um profissional habilitado com expertise na área de SPDA, considerando as particularidades da edificação, como materiais de construção, altura e localização geográfica.
Enumeramos a seguir 10 riscos existentes em Igrejas sem PDA ou com PDA instalados de modo inadequados:
- Incêndios: Descargas atmosféricas podem causar incêndios, especialmente em estruturas com materiais combustíveis, como madeira ou telhados antigos.
- Danos Estruturais: A energia de um raio pode danificar torres, vitrais e outras partes da igreja, comprometendo a integridade da edificação.
- Ferimentos ou Mortes: Pessoas dentro ou próximas à igreja podem ser atingidas diretamente por raios ou por efeitos indiretos, como tensões de passo e toque.
- Danos a Equipamentos Eletrônicos: Igrejas modernas possuem sistemas de som, iluminação e outros dispositivos eletrônicos que podem ser danificados por surtos elétricos causados por raios.
- Perda de Patrimônio Histórico: Muitas igrejas são patrimônios culturais, e a falta de proteção pode resultar em danos irreparáveis a obras de arte, afrescos e esculturas.
- Interrupção de Atividades: Danos causados por raios podem interromper atividades religiosas e comunitárias, gerando prejuízos financeiros e sociais.
- Descargas Laterais: Estruturas altas sem SPDA podem sofrer descargas laterais, que atingem partes laterais da edificação, aumentando o risco de acidentes.
- Choque elétrico A falta de um sistema de aterramento adequado pode resultar em eletrocussão de indivíduos próximos a estruturas metálicas ou equipamentos.
- Falta de Conformidade Legal: A ausência de um SPDA em conformidade com as normas pode resultar em multas, embargos ou dificuldades na obtenção de seguros.
- Impacto na Comunidade: Igrejas são locais de reunião comunitária, e um acidente causado por raios pode ter um impacto emocional e social significativo.
Em resumo, a instalação de um SPDA em igrejas não é apenas uma exigência normativa, mas uma medida essencial para preservar vidas, patrimônios e a continuidade das atividades religiosas. A adequação às normas técnicas e a manutenção periódica do sistema são passos fundamentais para garantir a segurança contra os riscos associados às descargas atmosféricas.
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